sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Cuidados a serem tomados na construção da carreira profissional

Entrevista que, inicialmente, concedi para a intranet de uma grande instituição financeira e que também foi publicada no site do Cenofisco. Nela, abordo vários aspectos sobre os cuidados a serem tomados na construção de uma carreira profissional, bem como em relação aos ciclos dessa trajetória.



1 – Muitas pessoas acham que os anos passam rápido demais. Isso é verdade ou somos nós que decidimos o ritmo de nossas vidas?
R:  Inicialmente, a sensação do tempo passando rápido demais é uma realidade cada vez mais presente em nossos dias  - especialmente para quem vive nas grandes cidades - porque estamos expostos a inúmeros “agentes” (trabalho, estudo, trânsito, insegurança, meios de comunicação, Internet, etc) que atuam como aceleradores de nossa vida. De outro lado, cada um de nós pode dosar tal “aceleração” através de atitudes, posturas e comportamentos que exigem disciplina, persistência, serenidade e muita dedicação pessoal. 


2 – Se colocarmos o pé no acelerador, não corremos o risco de deixar passar coisas importantes? E se pisamos no freio não podemos levar a vida em marcha lenta, o que pode ser fatal para a carreira?
R:  Assim como na direção de um veículo possante, se acelerarmos demasiadamente, poderemos até chegar mais rápido no destino, porém correremos o sério risco de provocarmos um acidente e demorarmos muito mais para chegar onde desejamos. Por isso, sou partidário do equilíbrio na dosagem com que programamos a nossa jornada de vida profissional, ora acelerando na busca dos objetivos de curto prazo e ora mais lentamente, na consecução de nossas metas de longo prazo.

Atualmente, percebo nos jovens, uma necessidade muito forte de crescimento rápido, porém, quase sempre, sem a devida consistência na formação e experiência, o que tem contribuído para muita decepção, tanto para o profissional quanto para as organizações.

3 - Quais são os ciclos da vida profissional? Eles realmente têm a ver com a idade? Qual é a relação que se pode fazer? Como o profissional pode administrar os ciclos?


R:  Podemos sintetizar os ciclos da vida profissional em quatro momentos, ou seja:
·         aqueles que estão iniciando a carreira;

·         aqueles que estão no meio da carreira, porém com falta de perspectivas de crescimento;

·         aqueles que estão no meio de uma carreira ascensional; e

·         aqueles que estão na fase final de suas carreiras


Entendo que não existe uma regra estabelecida em relação à idade, porém da mesma forma que um profissional muito jovem dificilmente chega a um cargo de direção com pouca experiência, um outro com uma certa idade e muitos anos numa mesma posição hierárquica em nível de assistente ou encarregado, alcançará uma posição executiva.


Cada profissional precisa fazer sua autoavaliação sobre o seu momento, onde se encontra e a partir daí, direcionar os passos subsequentes para encerramento ou não de um ciclo.


 4 – Quais são as reflexões mais importantes (ou as perguntas) que deve fazer ao encerrar um ciclo e iniciar outro?


R: Eu diria que , essencialmente, o profissional precisa refletir e responder uma pergunta básica: estou feliz e realizado na minha vida profissional? Se for negativa, faz-se necessário encontrar respostas conclusivas (isso pode ser feito com a aplicação dos “por quês?” até que não exista mais nenhum) e então estabelecer os passos e/ou ações seguintes.
Se a resposta à pergunta básica for positiva, reavalie se seus objetivos continuam claros e continue a jornada.


 5 – Muita gente deixa a decisão sobre suas vidas para amanhã e esse amanhã nunca chega ou chega tardiamente. Tomar decisões e mudar é difícil, mas quais riscos essa postura traz?
R: Na verdade, a maioria dos seres humanos tende a procrastinar suas decisões, “deixando” para outro dia ou para um outro tempo que nunca chega e, com isso, passa a conviver com vários ciclos “em aberto”, os quais acabam contribuindo negativamente nos vários contextos da vida.


Todos nós tomamos decisões em vários momentos de nosso dia-a-dia e não nos apercebemos disso. Todavia, no campo profissional, é comum deixar para amanhã, depois ou nunca e, isso é um dos maiores erros que podemos cometer. Quantos profissionais, por medo ou acomodação, passam a vida infelizes,  simplesmente porque foram incapazes de tomar decisões que envolviam algum risco. Nesse ponto lembro que o risco é parte integrante da trajetória de todo profissional que quer crescer!


 6 – Quais são as consequências da má gestão de carreira?
R: A má gestão de carreira e dos ciclos da vida profissional pode conduzir a pessoa a um estado de exaustão prolongada e consequente diminuição do interesse em relação a todas as coisas que se relacionam ao trabalho. Na medida em que os ciclos profissionais não são fechados, crescem os problemas de relacionamento com as chefias e demais colegas, caem o desempenho e o grau de cooperação com a equipe e aumentam os conflitos internos.


Acredito que as pessoas que conseguem desenvolver uma boa gestão de carreira e dos ciclos da vida profissional se fortalecem e “acumulam energia” que as ajudam a resolver os problemas e superar as barreiras e dificuldades com naturalidade. Apesar de concordar que ser resiliente é uma questão de atitude, tenho certeza que, gerir competentemente a carreira e os ciclos da vida profissional, encerrando-os no tempo certo ou quando as circunstâncias impuserem, irá ajudá-lo a fortalecer seu grau de resiliência.


7 – O que você recomendaria para: os jovens em início de carreira; para aqueles que estão no meio de uma carreira ascensional; para os que estão na fase final de carreira?
R:   Para aqueles que estão em inicio de carreira, recomendo um “planejamento de ciclos”: a estruturação de como se pretende construir a carreira ao longo dos anos. Para tanto, é preciso projetar e estabelecer metas (com prazos) até onde se quer chegar e os meios necessários. Recomendo que jamais se esqueça de que o medo pode ser um dos maiores obstáculos para o encerramento de um ciclo.


Para os que estão no meio da carreira, mas estagnados, minha recomendação é fazer uma “revisão dos ciclos” e planejar os “novos” necessários para uma retomada do desenvolvimento profissional. Para estes lembro que, além do medo, a acomodação pode ser o principal adversário de seu progresso.


Para os que estão crescendo na carreira, recomendo fazer uma “reflexão dos ciclos passados” e a forma como cada um deles foi concluído, extrair os melhores ensinamentos e projetar os “novos”, ainda com maior consistência. Mas, cuidado! Com uma carreira vitoriosa até aqui, certamente o medo não marcou presença em sua trajetória, porém não se esqueça que, se de um lado a confiança é uma das principais qualidades dos profissionais vitoriosos, o seu excesso poderá criar uma “cortina” que impedirá a visão realista dos ciclos atuais e futuros de seu desenvolvimento.


Para aquele que está em final de carreira, independentemente se foi um  profissional de grandes conquistas ou não, lembre-se, em primeiro lugar, que o encerramento de uma carreira deve representar apenas o final de um dos ciclos da vida e assim como o nascer do sol anuncia um novo dia, a perspectiva do final da carreira deve ser o incentivo para a formulação de um (ou vários) ciclo que contemple aspectos que possam trazer bem estar, prazer, realização e crescimento interior.

Para quem se encontra nesse estágio da vida profissional, é essencial a formulação de ciclos que privilegiem a família, a sociedade (representada pelos seres humanos mais carentes), a saúde e a espiritualidade.

Bom trabalho e até breve!

Entrevistado: Carlos A. Zaffani  -  Consultor em Gestão de Empresas.





quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A gestão das empresas num futuro de incertezas

Num mundo empresarial que se torna cada vez mais mutante e incerto quando tentamos fazer prognósticos, criar contextos e  planejar o futuro, é imperioso refletir sobre as variáveis que afetam o presente, exigindo soluções engenhosas que permitem a prosperidade de tantos empreendimentos.

Não tenho bola de cristal, porém a cada dia mais me convenço de que caminhamos aceleradamente para novos tempos em que as estratégias empresariais precisarão ser revistas em prazos cada vez mais curtos, caso contrário as chances de fracasso serão maiores.

Neste artigo, enumerarei um conjunto de aspectos, circunstâncias e comportamentos que devem ser considerados para fazer parte do cotidiano dos gestores.

·         Liberdade para os líderes

A realidade presente no dia-a-dia de quase todos os líderes das empresas é o grau de exigência com que os mesmos se vêem pressionados diante de tantas obrigações impostas pelas atividades operacionais.  Mais e mais os líderes deixam de visar o estratégico para dedicar-se ao operacional, tornando-se prisioneiros desse status quo. Por isso, é essencial a preparação de equipes suficientemente capazes para que as operações sejam realizadas sem a necessidade de tanta presença dos líderes e, com isso, estes poderem estar livres para dedicarem-se à estruturação do futuro de suas organizações.

·         Diversidade máxima

O pensamento dominante – já algum tempo – na administração, é construir equipes coesas, compostas por profissionais com  níveis semelhantes de formação e preparação, porém ao observar o conteúdo de muitos cursos de graduação, pós e MBAs espalhados em nosso país, verificamos que criatividade e intuição passam  longe dos objetivos dessas instituições e, com isso, exércitos de gestores robotizados vão sendo despejados no mercado de trabalho. O futuro imporá a diversidade em alto grau dentro das organizações, fazendo com que profissionais de diferentes áreas nunca antes imaginadas possam conviver num ambiente novo e altamente criativo, oxigenando e energizando todos os contextos organizacionais.

·         Fazer acontecer

É surpreendentemente comum observar como as empresas atuais conseguem conviver com tantos profissionais “bons de papo”, que sabem vender idéias mas são péssimos realizadores. As organizações do futuro não poderão mais prescindir de profissionais criativos que façam as coisas acontecerem.

·         Rapidez nas ações

Muitas vezes as ações são adequadamente planejadas, porém no momento da implementação mostram-se inteiramente inadequadas. Os novos tempos imporão velocidades cada vez maiores nas ações relacionadas com a definição de um novo negócio, implantação de uma nova estrutura, construção de uma nova fábrica, escolha de equipamentos, formação de uma equipe, lançamento de um novo produto, encerramento de um negócio, etc.

·         Confiança e cooperação

Como já tenho ressaltado em outros artigos, por caminharmos sempre na direção de um futuro desconhecido, a necessidade da construção de ambientes e contextos em que prevaleçam a confiança e a cooperação não será mais apenas um sonho, mas uma necessidade para a sobrevivência de qualquer empreendimento. As organizações precisarão ser edificadas em bases consistentes, nas quais a confiança e a cooperação serão reflexos de comportamentos absolutamente naturais.

·         Questionamento contínuo

Se o mundo empresarial é, cada vez mais, um palco de incertezas, não há outra alternativa a não ser a de saber enfrentar o futuro de cabeça erguida e com determinação, questionando-se rotineiramente o posicionamento presente e como será possível reinventar o negócio de forma a mantê-lo atual e desejado pelo mercado.

·         Preparando talentos

Sabemos que a escassez de talentos é capaz de destruir rapidamente empreendimentos vencedores. Por isso, as organizações precisarão se concentrar fortemente na preparação de novos talentos, mesmo que estes não sejam plenamente utilizados ao longo do tempo.

·         Descartando o obsoleto

Se no início afirmei que os líderes estão deixando de pensar no estratégico para dedicar-se ao operacional, também não podemos nos esquecer das tantas coisas obsoletas ou desnecessárias que continuam presentes nas operações de nossas empresas. A organização do futuro não poderá mais conviver com isso, desperdiçando horas preciosas de muitos talentos e deixando de concentrar-se naquilo que é vital para o negócio. O futuro não admitirá mais a coexistência com mazelas e “fantasmas” da acomodação e do “jeitinho brasileiro” de deixar para depois.
·         Descobrir novos espaços

Há muito tempo as organizações buscam a excelência por meio da comparação com outras empresas ou até mesmo com seus concorrentes. A miopia de nossos gestores é alimentada fortemente pela convivência dentro de círculos (associações e entidades empresariais) que não propiciam o exercício da criatividade. A rapidez das grandes transformações acelera a geração contínua de novos espaços no mundo dos negócios e, por isso, o futuro imporá o exercício constante de saber “enxergar” ou “descobrir” esses novos espaços capazes de manter a empresa à frente de seu tempo.
·         Integração total

Todos nós nos habituamos a aceitar naturalmente e frequentar ambientes empresariais em que destacam , entre outros, a apatia, a fragmentação, o protecionismo, a acomodação e o marasmo. Nós nos acostumamos com “organizações doentes” e achamos tudo isso indesejável, porém pouco fazemos para mudar a situação. O futuro imporá a integração total das áreas / departamentos como condição de sobrevivência. A direção de “avião” chamado empresa não estará mais a cargo de um “piloto”, mas sim nas ações de toda uma “tripulação” e “passageiros”, chamados de gestores do futuro. 

·         Fomentando idéias inovadoras

Em pouco tempo, o “banco de sugestões” vai se tornar uma prática das “empresas do século passado”, Por isso, todos os membros (em todos os níveis) das organizações precisarão estar permanentemente sintonizados na geração de idéias, já que tal postura poderá vir a ser o diferencial para a sobrevivência no futuro. Para cada nova idéia, as críticas ou barreiras baseadas em modelos e visões ultrapassadas precisarão ser eliminadas a fim de não impedir a oportunidade da abertura para o novo.

·         Quebrando padrões

Modelos de gestão que se baseiam em contextos tradicionais e que se satisfazem com resultados razoáveis tendem ao desaparecimento. Os padrões precisarão ser revistos constantemente, impondo-se inovações de pensamento, de criação e execução. Tudo isso deverá tornar-se um processo contínuo de desafio às estruturas organizacionais, a fim de viabilizar a perspectiva de saltos exponenciais no desenvolvimento de quaisquer empreendimentos.

·         Obsoletismo impossível

Por melhores que sejam, maquinário, tecnologia e produtos tornam-se obsoletos. Por terem plena consciência disso, as organizações do futuro irão se destacar pelo investimento constante na preparação de sua gente, sempre atentas nas competências que jamais serão obsoletas, que por suas próprias naturezas, viabilizarão a manutenção do respeito e admiração de todos: ética, integridade, confiança, cooperação e capacidade de desenvolver elevados graus nos relacionamentos, no reconhecimento e resolução de problemas e na condução e implementação de soluções inovadoras.

·         Considerações finais

Seguramente, tantas outras características e comportamentos diferenciados farão parte das organizações do futuro. Todavia, como atores de um mundo em constante mutação, as empresas que continuarão fazendo a diferença serão aquelas preocupadas no servir e que sejam úteis para a humanidade. Mesmo navegando por mares turbulentos, terão sempre a certeza do que querem e aonde desejam chegar.

Serão admiradas, respeitadas e eternizadas nos corações e mentes das pessoas!

E você, caro leitor, concorda com tudo isso?

Bom trabalho e até breve!
Autor: Carlos A. Zaffani  -  Consultor em Gestão de Empresas

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL E UM NOVO ANO DE GRANDES CONQUISTAS

Caríssima(o),

Que este Natal traga a energia do renascimento e que em 2018 possamos construir um novo período onde: 

  • saibamos agradecer mais, 
  • tornar realidade os nossos sonhos, 
  • valorizar mais as pessoas pela grandeza interior, 
  • incentivar as famílias a fortalecerem a união, 
  • sermos inspiração para uma sociedade mais justa, 
  • ajudar a diminuir as grandes desigualdades sociais, 
  • praticar e defender sempre o bem e a verdade, 
  • abolir o medo de nossas vidas, 
  • viver cada dia sem ansiedade em relação ao futuro, 
  • ser mais amigo, cordial, amável, alegre e, principalmente...
  • ... incentivar a perseverança de todos na busca do crescimento do próximo, pois afinal, esse é o grande segredo para uma vida feliz!


Feliz Natal! Feliz 2018!

Grande e fraternal abraço,
Carlos Zaffani 


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Automotivação: caminho para renovação de vida!

RELEMBRANDO A IMPORTÂNCIA DA AUTOMOTIVAÇÃO PARA A VIDA DE TODOS!
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Uma das coisas que me gratificadou muito na vida profissional,  foi poder sentir a reação das pessoas após a apresentação de uma palestra sobre “AUTOMOTIVAÇÃO”, a qual utilizei em muitas circunstâncias que a consultoria me proporcionou.

Gostaria de aproveitar este momento para fazer uma pausa e  compartilhar com o(a) prezado(a) leitor(a), uma síntese dessa palestra, pois entendo que é sempre importante fazer um balanço da vida em relação: aos nossos pensamentos, atitudes, posturas,  comportamentos, condutas e  relacionamentos, pois afinal, tudo isso contribui para nos sentirmos alegres, tristes, felizes ou infelizes.

Em realidade, embora o título do artigo possa deixar a impressão de que nada tem a ver com ”Gestão Empresarial”, estou certo de que ao final você concordará que a renovação do SER HUMANO pode propiciar e desenvolver uma nova perspectiva para a vida pessoal e das organizações. 

A VIDA ATUAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Vivemos num ambiente extremamente conturbado, no qual podemos observar fatos ou  circunstâncias que vão influenciando negativamente a vida das pessoas. Podemos destacar:

·    Violência – Há cada dia presenciamos, especialmente para quem vive nas grandes cidades, um aumento indiscriminado dela, a qual parece estar cada vez mais próxima de cada um de nós. Certamente, você que está lendo este artigo, se já não viveu alguma experiência marcante em sua vida, conhece alguém (parente, amigo, vizinho ou conhecido) que sentiu na pele o grau dessa violência.

·    Desemprego – A falta de emprego também tem sido uma das principais causas do aumento da violência e leva para dentro das famílias, o medo e a falta de perspectiva em relação ao futuro.

·    Materialismo – É uma característica fortemente presente na vida atual, principalmente porque no contexto de uma sociedade consumista, a posse de bens representa, para muitos, o PODER. Assim, numa visão equivocada e distorcida, quanto mais bens uma pessoa tiver, maior será seu poder, influência e até mesmo, pasmem, um conceito de felicidade!

·    Consumismo – Jamais na história da humanidade, as pessoas sentiram tanto a necessidade de “comprar”  e  “consumir” -  até como forma de conquistar ou manter o status social. E para que possam consumir sempre mais, são bombardeadas pela propaganda, via televisão, rádio, jornais, revistas, Internet, malas diretas, outdoors, folhetos, telefone, banners, faixas, etc.

·    Individualismo / egoísmo - Num primeiro momento, a massificação do consumismo e materialismo conduz o ser humano para uma postura mais individualista, porém a valorização do TER / POSSUIR, acaba induzindo-o à uma postura egoísta, fazendo-o esquecer-se completamente de seu semelhante.

·   Competição – Num mundo cada vez mais globalizado, a competição toma contornos inimagináveis há alguns anos. É a competição pelas melhores escolas, empregos, notoriedade, sucesso, etc.

·    Desigualdades sociais – Apesar dos avanços nos últimos anos, em nosso país, quase 75% da riqueza nacional está concentrada nas mãos de 10% das pessoas mais ricas.

Como decorrência, observamos cada vez mais pessoas frustradas e desmotivadas, com medo do desconhecido, do amanhã, do futuro, com pensamentos confusos, sentindo-se solitárias, abandonadas, sem fé, sem esperança e completamente infelizes.

Mas o que é felicidade e infelicidade?

Felicidade, para muitos é ter dinheiro, para outros sucesso, para tantos popularidade, amores ou um pouco de cada. Já infelicidade, para a grande maioria, é não ter nada disso! Será?

A realidade é que o ser humano acredita no sofrimento e assim cria uma forma errada de viver e enxergar o mundo, não percebendo que a oportunidade está no presente e no futuro e não no passado e, com isso, desperdiça o que é realmente importante para a vida, criando mil e uma desculpas do tipo: Ah, se eu soubesse! Ah, se eu tivesse! Ah, se eu pudesse! Ah, se eu fosse! Ah, se eu conseguisse!

A FORÇA DA MENTE

Todos já ouviram falar da força da mente e não se apercebem que o principal agente gerador da infelicidade no ser humano é a própria mente!

Apenas como orientação, é preciso saber que a mente se manifesta em três “estágios”:

·    Consciente – quando se tem consciência do que sabe e do que faz.
·    Inconsciente – o agir é feito sem nenhuma reflexão e escapa à consciência.
·    Subconsciente – uma parte do inconsciente pode subir à consciência e influenciar a conduta do ser humano.


Portanto, é preciso estar sempre vigilante em relação a maneira de pensar e como os fatos e circunstâncias da vida vão influenciando as idéias e pensamentos, pois a mente pode  conduzir ao sucesso ou ao fracasso, à grandes conquistas ou derrotas amargas, à firmeza de caráter ou à sua fragilidade e a não ter medo do desconhecido ou situação difícil ou tremer diante do primeiro obstáculo.

OS PILARES DA TRANSFORMAÇÃO OU RENOVAÇÃO DE VIDA

Isto não é uma receita, porém observo que estes dez pilares estão presentes na grande maioria das pessoas vencedoras, que sabem viver a vida com alegria e adquiriram a compreensão de que a felicidade começa a ser construída dentro de si mesmas:


1. Decisão e Coragem  -  Transformação ou renovação de vida requer a decisão pessoal em não mais aceitar a forma como sua vida foi vivida até hoje e coragem para viver os fatos, problemas e circunstâncias do dia-a-dia com nova ATITUDE.

Também é preciso vencer os temores irracionais em relação à rejeição, ao ridículo, ao fracasso e também ao sucesso (muita gente tem medo!).  Você será a pessoa que escolheu ser e terá a decisão se prefere continuar do jeito que é ou não. A decisão é sua, pois você tem o poder de participar ativamente de sua auto-criação.


2. Determinação  -  Jamais desanimar diante da primeira dificuldade ou derrota. Lembre-se que a vida é cíclica e vitórias e derrotas fazem parte da vida de todo ser humano. Seja determinado na busca de seus sonhos. Lembre-se de exemplos como Henry Ford, Papa João Paulo II e Ronaldo (“o fenômeno”).

Faça uma retrospectiva de sua vida e certamente constatará que muitas coisas poderiam ter sido diferentes se você tivesse tido mais determinação.


3. Dedicação  -  Empenhe-se obstinadamente nos seus objetivos e metas. A dedicação requer, em muitas ocasiões, grandes sacrifícios, porém para ser especial e alcançar os melhores resultados, ela tem que estar presente. Quão dedicado você tem sido em seus projetos de vida ?


4. Disciplina   -   É a capacidade de seguir um esquema, um método, uma regra pré-definida. Lembre-se de que disciplina não é rigidez, porém se você quer encontrar água num terreno, não adianta cavar vários poços rasos. É preciso cavar um único poço até que a água apareça.

Ao seguir um esquema ou método, você estará evitando o desperdício de tempo, de energia e muitas vezes de dinheiro!


5. Persistência   -   É preciso ter convicção do que você quer e onde quer chegar, lembrando-se que uma grande conquista quase sempre requer muita persistência. Lembre-se de que Tomas Edson tentou inúmeras vezes antes de conseguir inventar a lâmpada. O sucesso pode estar com aquele que for mais persistente!


6. Bom humor   -   É a melhor forma de reduzir a distância na comunicação entre as pessoas. Muito embora a sociedade pressione as pessoas para serem sérias, lembre-se que o excesso de seriedade pode limitar a criatividade. A frase de um pára-choque de caminhão dizia: “Não leve a vida tão a sério. Você não vai sair vivo dela!”. É isso mesmo: uma pessoa bem humorada faz com que seu cérebro produza e libere mais a betaendorfina, um hormônio que traz bem estar e que faz bem à saúde.


7. Entusiasmo   -   É preciso colocar entusiasmo em tudo que fizer. Como já afirmei anteriormente, muitos estudiosos acham que a palavra “entusiasmo” é uma das mais fortes de nosso idioma, pois é originária do grego “enthousiasmós” que significa “Deus em si”. Assim, lembre-se de que ao expressar entusiasmo em sua vida estará exteriorizando uma força divina existente dentro de você.


8. Solidariedade   -  É uma manifestação de amor pelo ser humano. Estou certo de que ela nos aproxima ainda mais de Deus, pois nos ajuda a ter uma melhor compreensão do real sentido da vida.

A solidariedade só tem sentido quanto é feita com o coração, sem esperar nada em troca. Assim, entre tantas possibilidades, doe seu tempo, seu talento, sua inspiração à uma causa nobre, à uma entidade ou associação beneficiente, às pessoas carentes, aos doentes ou crianças abandonadas.


9.  Fé   -   Parafraseando uma citação bíblica, “fé é acreditar nas coisas que se espera e a prova das coisas que não se vêem”. Creio firmemente que quem tem fé não teme o desconhecido nem o futuro, sabe que as dificuldades e incertezas que a vida apresenta propiciam o crescimento interior e certamente trata com serenidade e sabedoria todos os fatos e circunstâncias do cotidiano.

A fé  ajuda a edificar a firmeza de caráter das pessoas  e fortalece a certeza da perspectiva de  construção  de  um  mundo  melhor.   A  fé  é a  principal   fonte  de  renovação  da  vida!


10. Metas e objetivos   -   É preciso estabelecer metas e objetivos para a vida ter mais sentido e significado, não deixando-a parecer um barco sem velas que não sabe onde vai parar.  Quando você cria uma meta ou objetivo e estabelece prazos para concretizá-lo, seu inconsciente “efetua o registro” e passa a auxiliá-lo com mais criatividade e dinamismo.

Não importa a idade que você tem. Crie objetivos em todos os planos de sua vida: afetivo, familiar, profissional, perante a sociedade ou comunidade em que vive e, principalmente, no plano espiritual.

O professor Gretz foi muito feliz ao escrever que “a vida nos chega como um caderno de desenhos com as folhas em branco e não com as folhas já desenhadas e coloridas. Deus nos dá folhas brancas em cada etapa de nossa vida para que possamos colocar nelas as cores que quisermos. Cada uma dessa folhas em branco é um momento, uma fase a ser vivenciada, um desafio a ser transposto. Este exato momento está aí, para ser preenchido da forma como você achar melhor, porque a vida tem a cor que você pinta”.

Jamais se esqueça de que você reúne todas as condições e tem todas as oportunidades de criação para ser o grande artista de sua existência e, nessa jornada, faça de cada dia o mais especial, sem medo, mas com a convicção e  simplicidade dos grandes VENCEDORES !

Aqui fica nossa torcida!

Autor: Carlos A. Zaffani - Consultor em Gestão de Empresas

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Endomarketing: mas o que isso tem a ver com as empresas?

Você sabe qual o significado do prefixo “ENDO”?


Se você não sabe responder, não se preocupe porque eu e a maioria das pessoas também não saberíamos, a menos que tivéssemos atentado que ela está presente em várias palavras ligadas à área médica, como por exemplo: endoscopia, endocrinologia, endometriose, endoderme e endocardio.


Para você caro leitor, profissional ligado às áreas contábil, fiscal, RH, administrativa e/ou financeira deve estar se perguntando o que esse “cara” está pretendendo com tal indagação?


Na realidade, meu objetivo é justamente provocá-lo e introduzi-lo ao tema deste artigo, fazendo-o compreender que o prefixo “ENDO” significa “dentro” ou “interno”. Assim quando você estiver diante de qualquer palavra precedida desse prefixo saberá que refere-se a algo “interno” ou “por dentro”.


De outro lado, mesmo não sendo um profissional da área, acho que todos sabem que o “MARKETING” refere-se ao conjunto de técnicas e métodos destinados à venda, comunicação e desenvolvimento de uma marca e/ou negócio.


Portanto, juntando “endo” + “marketing”, formamos a palavra “endomarketing”, um termo criado no Brasil por Saul Fangaus Bekin em 1990 (registrado como uma marca no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 1995) para referir-se aos fundamentos ou técnicas do “marketing voltado para dentro das empresas”. Aliás, essa é a definição básica dada por muitos especialistas!


Enquanto o marketing tradicional foca o cliente/público externo, o endomarketing direciona seu foco ao público interno (os empregados), objetivando a construção de um relacionamento baseado na lealdade e na confiança.


Podemos então definir o endomarketing como sendo o conjunto de processos, projetos e/ou veículos de comunicação interna, desenvolvidos para os funcionários (público interno) com o objetivo de incentivar e manter um alto grau no relacionamento, de forma a contribuir continuamente na qualidade de seus produtos e serviços. Em outras palavras e conforme Philip Kotler, “o endomarketing é um triângulo estratégico que une empresa, empregado e cliente, o que facilita o entendimento sobre a existência de uma relação de troca”.


Daqui pra frente – e de acordo com minha visão sobre o tema - tentarei sintetizar porque o endomarketing é tão importante para as empresas:

Uma ferramenta para a gestão de pessoas


Em geral, as grandes organizações estão mais atentas à importância do endomarketing, pois reconhecem que trata-se de uma das melhores ferramentas para a atração e retenção de talentos e, por consequência, também conseguem atrair e reter clientes externos. Sabem que funcionários descontentes podem representar a “contrapropaganda” que poderá gerar perdas ou prejuízos enormes quando a insatisfação é levada para fora dos muros da organização.


De outro lado, também sabem que um funcionário satisfeito é um “multiplicador” de boas notícias e informações sobre a empresa, representando uma forma indireta e sadia de venda da imagem corporativa para o cliente externo.


Quantos de nós já ouvimos boas informações a respeito de uma companhia e passamos a admirá-la e sentimo-nos satisfeitos em ser seu cliente? Todavia, também não é incomum  tomarmos conhecimento sobre a mudança de algumas práticas e/ou políticas internas e não mais a temos em bom conceito e deixamos de ser seu cliente?

Uma boa comunicação 


Embora muitas pessoas confundam o endomarketing com comunicação interna, na realidade esta é apenas uma das ferramentas mais utilizadas, auxiliando a tornar mais transparente, para os funcionários em geral, os valores e objetivos da empresa, integrando as noções de cliente nos processos e contribuindo para a melhoria dos produtos e serviços.


É através da boa comunicação que busca-se a integração de toda a organização. Muitos entendem que a comunicação é a alma do endomarketing porque através dela é possível democratizar a informação internamente, permitindo com que os funcionários (cliente interno) conheçam e participem mais da gestão, dos produtos, das metas e objetivos da empresa, motivando-os e fazendo-os sentirem-se mais importantes por serem parte do processo.

Desenvolvendo programas e projetos de endomarketing


Em primeiro lugar é preciso ter conhecimento da empresa, dispor de informações relevantes, assumir o compromisso e contar com o apoio da alta administração/diretoria.


A partir daí, definem-se os alvos a serem trabalhados, os quais podem ser na seguinte sequência:


·         Alta administração (sócios / diretoria)

·         Média administração (gerência / supervisão)

·         Funcionários em contato direto com clientes

·         Funcionários de apoio e suporte

·         Demais funcionários

Planejamento


Para realizar um bom planejamento de endomarketing é recomendável ouvir os funcionários, levantando percepções e sentimentos ou, alternativamente, realizar uma pesquisa de clima organizacional.


Seja de uma forma ou de outra, o importante é conhecer as percepções relacionadas com: grau de motivação individual, imagem interna e externa da empresa, políticas e práticas de recursos humanos, qualidade dos produtos e serviços e comunicação.

A importância da integração


Ao destacarmos a importância da integração em qualquer organização queremos nos referir a:


·      Trabalho em grupo desde o momento da admissão de um funcionário;

·       Conscientização de todos na busca de objetivos comuns;

·       Eventos e reuniões que propiciem e incentivem o contato entre as pessoas;

·    A importância do papel das lideranças em saber lidar com a informação, pois tê-la e/ou retê-la não significa poder, mas sim ter sabedoria no que deve ser repassado e como transmiti-la e assim obter os melhores resultados. Nesse sentido, os especialistas em comunicação nos lembram que:

o   somente 8% está naquilo (conteúdo) que a pessoa transmite;

o   38% está na forma utilizada (canais); e

o   54% concentra-se no comportamento de quem transmite (o exemplo).

O papel fundamental das lideranças


Dificilmente um programa ou projeto de endomarketing será bem sucedido se as lideranças não compreenderem a importância de seu papel pois são elas as responsáveis pela compreensão, prática e divulgação dos valores presentes na cultura das empresas. Os projetos, em si, são apenas responsáveis pela disseminação de uma linguagem cultural homogênea em toda a organização, abrangendo todos os funcionários, independentemente do nível hierárquico.


Dentre os tantos papéis relevantes das atribuições dos líderes não podemos deixar de destacar:


·         Saber incentivar o diálogo e a participação dos funcionários nos processos de planejamento e decisões;

·       Criar ambientes que incentivem todos a assumir responsabilidades e tomar decisões;

·                     Incentivar o treinamento para a ampliação das competências individuais;

·                    Facilitar a comunicação entre líderes e subordinados;

·                   Compartilhar os objetivos de curto, médio e longo prazos;

·                 Saber aproveitar a energia criativa dos funcionários para resolução de problemas;

·              Saber valorizar e elogiar as iniciativas dos empregados focados nos objetivos da organização;

·            Desenvolver a geração de sentimento de orgulho pelo trabalho realizado e pela empresa;

·       Fazer com que a informação seja encaminhada pelos canais competentes e recebida positivamente em todos os níveis da pirâmide, gerando credibilidade e respeito.


Nota: É importante destacar que uma das principais dificuldades que as empresas enfrentam é em relação à forma como as lideranças intermediárias fazem a comunicação, gerando reações e expectativas diferentes por parte dos funcionários dos vários departamentos. Em síntese: não há uniformidade!

Conclusão


Pelo exposto podemos concluir o quão importante é o endomarketing, porém devemos ter em mente que não existe uma receita padrão para definição de uma estratégia ou programa e o que pode funcionar muito bem para uma organização pode não sê-lo para outra (mesmo que de um mesmo segmento de negócio). Por isso, concordo com o criador do termo (Saul F. Bekin) que “o endomarketing tem que ser algo autêntico na empresa, não pode ser imitado”.


E você, caro leitor, como anda o endomarketing dentro de sua empresa?


Bom trabalho e até breve!
Autor: Carlos Alberto Zaffani - Consultor em gestão de empresas