segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Endomarketing: Mas o que isso tem a ver com as empresas?


Você sabe qual o significado do prefixo “ENDO”?

Se você não sabe responder, não se preocupe porque eu e a maioria das pessoas também não saberíamos, a menos que tivéssemos atentado que ela está presente em várias palavras ligadas à área médica, como por exemplo: endoscopia, endocrinologia, endometriose, endoderme e endocardio.

Para você caro leitor, profissional ligado às áreas contábil, fiscal, RH, administrativa e/ou financeira deve estar se perguntando o que esse “cara” está pretendendo com tal indagação?

Na realidade, meu objetivo é justamente provocá-lo e introduzi-lo ao tema deste artigo, fazendo-o compreender que o prefixo “ENDO” significa “dentro” ou “interno”. Assim quando você estiver diante de qualquer palavra precedida desse prefixo saberá que refere-se a algo “interno” ou “por dentro”.

De outro lado, mesmo não sendo um profissional da área, acho que todos sabem que o “MARKETING” refere-se ao conjunto de técnicas e métodos destinados à venda, comunicação e desenvolvimento de uma marca e/ou negócio.

Portanto, juntando “endo” + “marketing”, formamos a palavra “endomarketing”, um termo criado no Brasil por Saul Fangaus Bekin em 1990 (registrado como uma marca no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial em 1995) para referir-se aos fundamentos ou técnicas do “marketing voltado para dentro das empresas”. Aliás, essa é a definição básica dada por muitos especialistas!

Enquanto o marketing tradicional foca o cliente/público externo, o endomarketing direciona seu foco ao público interno (os empregados), objetivando a construção de um relacionamento baseado na lealdade e na confiança.

Podemos então definir o endomarketing como sendo o conjunto de processos, projetos e/ou veículos de comunicação interna, desenvolvidos para os funcionários (público interno) com o objetivo de incentivar e manter um alto grau no relacionamento, de forma a contribuir continuamente na qualidade de seus produtos e serviços. Em outras palavras e conforme Philip Kotler, “o endomarketing é um triângulo estratégico que une empresa, empregado e cliente, o que facilita o entendimento sobre a existência de uma relação de troca”.

Daqui pra frente – e de acordo com minha visão sobre o tema - tentarei sintetizar porque o endomarketing é tão importante para as empresas:

 
Uma ferramenta para a gestão de pessoas

Em geral, as grandes organizações estão mais atentas à importância do endomarketing, pois reconhecem que trata-se de uma das melhores ferramentas para a atração e retenção de talentos e, por consequência, também conseguem atrair e reter clientes externos. Sabem que funcionários descontentes podem representar a “contrapropaganda” que poderá gerar perdas ou prejuízos enormes quando a insatisfação é levada para fora dos muros da organização.

De outro lado, também sabem que um funcionário satisfeito é um “multiplicador” de boas notícias e informações sobre a empresa, representando uma forma indireta e sadia de venda da imagem corporativa para o cliente externo.

Quantos de nós já ouvimos boas informações a respeito de uma companhia e passamos a admirá-la e sentimo-nos satisfeitos em ser seu cliente? Todavia, também não é incomum  tomarmos conhecimento sobre a mudança de algumas práticas e/ou políticas internas e não mais a temos em bom conceito e deixamos de ser seu cliente?

 
Uma boa comunicação 

Embora muitas pessoas confundam o endomarketing com comunicação interna, na realidade esta é apenas uma das ferramentas mais utilizadas, auxiliando a tornar mais transparente, para os funcionários em geral, os valores e objetivos da empresa, integrando as noções de cliente nos processos e contribuindo para a melhoria dos produtos e serviços.

É através da boa comunicação que busca-se a integração de toda a organização. Muitos entendem que a comunicação é a alma do endomarketing porque através dela é possível democratizar a informação internamente, permitindo com que os funcionários (cliente interno) conheçam e participem mais da gestão, dos produtos, das metas e objetivos da empresa, motivando-os e fazendo-os sentirem-se mais importantes por serem parte do processo.

 
Desenvolvendo programas e projetos de endomarketing

Em primeiro lugar é preciso ter conhecimento da empresa, dispor de informações relevantes, assumir o compromisso e contar com o apoio da alta administração/diretoria.

A partir daí, definem-se os alvos a serem trabalhados, os quais podem ser na seguinte sequência:

·         Alta administração (sócios / diretoria)

·         Média administração (gerência / supervisão)

·         Funcionários em contato direto com clientes

·         Funcionários de apoio e suporte

·         Demais funcionários

 
Planejamento

Para realizar um bom planejamento de endomarketing é recomendável ouvir os funcionários, levantando percepções e sentimentos ou, alternativamente, realizar uma pesquisa de clima organizacional.

Seja de uma forma ou de outra, o importante é conhecer as percepções relacionadas com: grau de motivação individual, imagem interna e externa da empresa, políticas e práticas de recursos humanos, qualidade dos produtos e serviços e comunicação.

 
A importância da integração

Ao destacarmos a importância da integração em qualquer organização queremos nos referir a:

·         Trabalho em grupo desde o momento da admissão de um funcionário;

·         Conscientização de todos na busca de objetivos comuns;

·         Eventos e reuniões que propiciem e incentivem o contato entre as pessoas;

·         A importância do papel das lideranças em saber lidar com a informação, pois tê-la e/ou retê-la não significa poder, mas sim ter sabedoria no que deve ser repassado e como transmiti-la e assim obter os melhores resultados. Nesse sentido, os especialistas em comunicação nos lembram que:

o   somente 8% está naquilo (conteúdo) que a pessoa transmite;

o   38% está na forma utilizada (canais); e

o   54% concentra-se no comportamento de quem transmite (o exemplo).

 
O papel fundamental das lideranças

Dificilmente um programa ou projeto de endomarketing será bem sucedido se as lideranças não compreenderem a importância de seu papel pois são elas as responsáveis pela compreensão, prática e divulgação dos valores presentes na cultura das empresas. Os projetos, em si, são apenas responsáveis pela disseminação de uma linguagem cultural homogênea em toda a organização, abrangendo todos os funcionários, independentemente do nível hierárquico.

Dentre os tantos papéis relevantes das atribuições dos líderes não podemos deixar de destacar:

·         Saber incentivar o diálogo e a participação dos funcionários nos processos de planejamento e decisões;

·         Criar ambientes que incentivem todos a assumir responsabilidades e tomar decisões;

·         Incentivar o treinamento para a ampliação das competências individuais;

·         Facilitar a comunicação entre líderes e subordinados;

·         Compartilhar os objetivos de curto, médio e longo prazos;

·         Saber aproveitar a energia criativa dos funcionários para resolução de problemas;

·         Saber valorizar e elogiar as iniciativas dos empregados focados nos objetivos da organização;

·         Desenvolver a geração de sentimento de orgulho pelo trabalho realizado e pela empresa;

·         Fazer com que a informação seja encaminhada pelos canais competentes e recebida positivamente em todos os níveis da pirâmide, gerando credibilidade e respeito.

Nota: É importante destacar que uma das principais dificuldades que as empresas enfrentam é em relação à forma como as lideranças intermediárias fazem a comunicação, gerando reações e expectativas diferentes por parte dos funcionários dos vários departamentos. Em síntese: não há uniformidade!

 
Conclusão

Pelo exposto podemos concluir o quão importante é o endomarketing, porém devemos ter em mente que não existe uma receita padrão para definição de uma estratégia ou programa e o que pode funcionar muito bem para uma organização pode não sê-lo para outra (mesmo que de um mesmo segmento de negócio). Por isso, concordo com o criador do termo (Saul F. Bekin) que “o endomarketing tem que ser algo autêntico na empresa, não pode ser imitado”.

E você, caro leitor, como anda o endomarketing dentro de sua empresa?

Bom trabalho e até breve!
 
 
Autor: Carlos Alberto Zaffani - Consultor em gestão de empresas

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Zonas de conforto que destroem empresas!

Há cada novo dia colhemos e juntamos informações usando nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Assim, a cada momento muitas informações abastecem a mente e ajudam a construir nossos diálogos internos, ou seja, aquela conversação constante dentro do consciente e inconsciente. A realidade é que esses diálogos internos reforçam nossa auto imagem (maneira como nos enxergamos) mantendo-nos, geralmente, numa zona de conforto, reguladora de nossos comportamentos, os quais, por sua vez, acabam afetando ou influenciando o diálogo interno. O processo é continuamente re-alimentado.

Esquematicamente podemos apresentar:
    • DIÁLOGO INTERNO ----- reforça -----    
    • AUTO IMAGEM ----- mantém -----
    • ZONA DE CONFORTO ----- regula -----   
    • COMPORTAMENTO ----- afeta -----
    • DIÁLOGO INTERNO

... e assim, o ciclo se mantém constantemente ativo!

Você deve estar se perguntando: Mas o que isso tudo tem a ver com gestão empresarial?

Em primeiro lugar, sabemos que as empresas são constituídas por pessoas e o que apresentamos acima é uma realidade presente em todos os seres humanos. Em segundo lugar, ninguém poderá negar que toda organização também desenvolve seus diálogos internos através das crenças e valores que constroem sua cultura e conseqüentemente sua auto imagem refletida na forma como os agentes internos e externos a vêem. Por sua vez, essa auto imagem vai desenvolvendo e criando zonas de conforto que acabam fortalecendo um conjunto de comportamentos (atitudes, práticas, políticas, etc) organizacionais que re-alimentam e consolidam as crenças e valores.

Seja como for, não quero entrar no mérito de cada uma dessas questões, mas apenas tratar daquilo que podemos chamar de ZONAS DE CONFORTO de muitas organizações e, assim como acontece com os seres humanos, identificar e comentar algumas delas.

Podemos dizer que as ZONAS DE CONFORTO dentro de uma empresa são representadas por todas as circunstâncias que conduzem a manter tudo como está, sob a
alegação de que não é possível (ou não interessa) mudar pelas mais variadas razões.


  • Zona de conforto 1 : A ética é praticada... somente e quando interessa.

Geralmente o discurso interno é no sentido de incentivo às práticas éticas e todos os gestores fazem questão de alardear tal conduta junto aos seus funcionários, porém são comuns:

- Negociações realizadas com compradores (de clientes) de caráter e conduta duvidosa e mediante o pagamento de “comissão” para obter alguma vantagem.

- Prática de preços abusivos para determinados clientes que não se interessam em pesquisar o mercado ou porque confiam no vendedor.

- Pagamento de propina para obtenção de “facilidades” ou outros interesses da empresa.


  • Zona de conforto 2 : Tratamentos diferenciados com funcionários.

Sob a alegação de que os encargos sociais são muito elevados, a cada dia é maior o número de situações criadas com funcionários, tais como:

- Trabalhadores sem registro.

- Somente parte do salário é registrado e o restante é pago “por fora”.

- Contratação de funcionário condicionada a constituição de empresa (pessoa jurídica).

- Departamentos que operam com funcionários próprios e terceirizados.

- Privilégios concedidos somente para determinados funcionários ou funções.


  • Zona de conforto 3 : Sem a informalidade não sobrevivo!

As principais alegações são que “a carga tributária é muito alta” e/ou que “o cliente só compra sem a competente documentação fiscal ou somente parte do valor documentado”. Essa é uma prática muito comum em vários segmentos de negócios.


  • Zona de conforto 4 : Em nosso mercado o cliente só compra “preço”!

Quantas vezes você já escutou alguém dizer: “no meu mercado os clientes estão preocupados com preço e não exigem qualidade e assim, o nível e controle que temos em nossa fábrica está bem adequado. Além disso, nossos problemas com qualidade são muito pequenos! Esta é uma área que não precisamos nos preocupar!”


  • Zona de conforto 5 : Responsabilidade social demagógica

Muito embora várias organizações pelo mundo afora apresentem todas as características de empresas socialmente responsáveis há décadas, a verdade é que os temas “ética e responsabilidade social” ganharam corpo e importância nos anos noventa, a partir da crescente pressão exercida pela sociedade, pelos meios de comunicação, pelas ONG´s e pela Igreja (principalmente a Católica). Com isso, tornou-se cada vez mais crescente o número de empresas que sentiram a necessidade de passar uma imagem corporativa positiva e socialmente responsável.

Assim, nos dias de hoje, independente da concepção do negócio, do produto ou serviço oferecido e da qualidade das relações mantidas, a propaganda tornou-se o meio mais fácil de construir e oferecer ao mercado uma imagem saudável e positiva.


  • Zona de conforto 6 : Nossos níveis de desperdício são muito baixos !

Mesmo não mantendo quaisquer controles mais eficientes nos processos, muitos gestores estão convictos de que os níveis internos de desperdícios são adequados.


  • Zona de conforto 7 : Nossos produtos não precisam de atualização e sempre serão desejados pelo mercado!

Muitas empresas que tiveram a competência de desenvolver produtos que estão presentes no mercado há muitos anos geralmente acreditam (ou parecem acreditar) que os mesmos são “eternos”.


  • Zona de conforto 8 : Base de fornecedores - tradicionais - de matérias primas.

Empresas e negócios existentes há muitos anos geralmente possuem uma base de fornecedores tradicionais de matérias primas, onde as relações estão consolidadas e as práticas são inteiramente conhecidas.


  • Zona de conforto 9 : Tratamento especial somente para os melhores clientes.

Quantas são as empresas que constroem e/ou prosperam seus negócios numa base limitada de clientes e para eles dispensam tratamentos diferenciados e especiais.


  • Zona de conforto 10 : Sabemos o que o nosso cliente quer!

Quantas empresas acreditam que conhecem as necessidades dos clientes em razão da presença no mercado há muitos anos.


  • Zona de conforto 11 : Aqui as coisas sempre foram assim e é por isso que continuamos no mercado!

Diante de qualquer questionamento do por que não se muda determinada rotina ou procedimento interno, é mais comum do que se imagina ouvir como resposta algo parecido com a expressão acima.

É bem verdade que as zonas de conforto citadas não estão presentes em todas as empresas, bem como também é verdadeiro afirmar que existem inúmeras outras não mencionadas.

Ao destacar somente essas onze, queremos chamar a atenção do prezado leitor para o fato que todas as empresas, independentemente do porte, do mercado de atuação, de sua cultura, de seus valores e de sua condição econômica e financeira apresentam zonas de conforto que foram criadas ao longo do tempo.

Se elas existem (e acredite, na sua empresa também existe!), é preciso insurgir-se contra elas ou ao menos tentar identificá-las e avaliar, com firmeza e consistência, até que ponto podem estar beneficiando ou influenciando no presente e como poderão ajudar ou prejudicar e comprometer o futuro da organização.

Lembre-se que no ser humano, as zonas de conforto servem como proteção ou justificativa para manter determinada situação, mas podem conduzir o indivíduo à acomodação, desinteresse, falta de iniciativa e perspectiva, bem como a um sentimento de inferioridade e descrédito em si mesmo, colaborando fortemente para a destruição da auto estima.

Nas organizações, os perigos das zonas de conforto estão relacionados com:

  • a manutenção do “status quo”;

  • o desenvolvimento de atitudes e condutas que privilegiam situações incapazes de se sustentar no longo prazo;

  • a construção de valores distorcidos e práticas éticas “flexíveis” que geram desconfiança e descrédito nos funcionários, na comunidade e demais partes externas relacionadas (clientes, fornecedores, instituições, fisco, etc);

  • a fragilização dos controles;

  • a acomodação e aceitação de pequenos erros e perdas não significativas;

  • as falsas aparências para acobertar deficiências;

  • as metas pouco desafiadoras;

  • a aceitação de níveis razoáveis de eficiência e produtividade; e

  • complacência com resultados medíocres e/ou negativos.

A partir de agora, convido-o a estar mais atento não apenas às suas zonas de conforto, mas também às de sua empresa. Não aceite e insurja-se contra elas, pois caso contrário as perspectivas de futuro não serão nada animadoras.

Que você tenha muito sucesso nessa empreitada!

Autor: Carlos A. Zaffani - Consultor em Gestão de Empresas

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Lider: um "SER" cada vez mais raro!

Certamente você caro(a) leitor(a) já ouviu e leu muita coisa sobre liderança e tenho certeza de que se juntarmos dez profissionais considerados líderes dentro das organizações, encontraremos atitudes, posturas e condutas muito diferentes. Se assim é, será que as pessoas não estão mais conseguindo distinguir um verdadeiro LIDER de um executivo, gerente ou chefe revestido de um cargo ou função hierarquicamente superior? Ou será que não existe um padrão pré-definido capaz de caracterizar o verdadeiro LIDER?

Para quantos chefes você já esteve subordinado? Se você tem alguns anos de carreira, provavelmente muitos! Quantos desses superiores você afirmaria - com convicção - que eram (ou são) líderes? Um? Dois? Ou nenhum, possivelmente?

Se você conseguiu lembrar-se de pelo menos um, quais eram as características desse LIDER? O que o destacava? Quais eram seus valores? Por que você considerava-o um LIDER? Se já faz muito tempo que você conviveu com essa pessoa, nos dias atuais você ainda o consideraria um LIDER?

Na realidade, são muitas indagações, porém poucas conclusões!

Tudo isso ocorre porque a liderança também está condicionada, entre outras coisas, à percepção das pessoas, cultura da empresa, ambiente e momento da vida de cada um.

Acho que como eu, você deve estar cansado de ler e ouvir “receitas prontas” do tipo: Como ser um lider? As competências para tornar você um verdadeiro lider. Desvendando os mistérios da liderança. Haja paciência!

Assim sendo, não vou tergiversar sobre o tema, nem tampouco alardear uma visão distorcida da realidade, pelo contrário. Todavia, por entender que para ser um verdadeiro LIDER é necessário muito mais que virtudes e competências acadêmicas, vou tentar sintetizar, em quatro áreas que afetam o cotidiano de todo profissional, aspectos e características que podem ajudar (mas não garante) a, pelo menos, torná-lo mais respeitado e com melhores perspectivas para comandar equipes e obter melhores resultados:

1ª área: RELACIONAMENTOS

  • Sociabilidade
 
    • Desenvolva relacionamentos baseados na confiança e cooperação, buscando uma convivência positiva com as pessoas que apresentam posturas e condutas antagônicas.

    • Desenvolva habilidades na comunicação verbal e escrita, mantendo sempre posturas positiva, pró-ativa e participativa e sendo flexível, porém firme.

  • Níveis de introversão e extroversão

    • Desenvolva a capacidade de equilibrar a atenção e os interesses para dentro ou para fora de seu “eu”, de acordo com as circunstâncias.

    • Procure compreender quando a introversão e extroversão são positivas e quando são negativas.

  • Necessidade de ser aceito

    • Aprenda a conquistar, com naturalidade, o respeito das pessoas.
 
    • Saiba que uma conquista, por imposição ou cargo, leva ao descrédito.

  • Ceticismo
 
    • Aprenda a transformar o ceticismo (estado de quem duvida de tudo) em questionamento positivo.

2ª área: RESOLUÇÃO DOS PROBLEMAS E TOMADA DE DECISÃO

  • Raciocínio

    • Busque o equilíbrio entre o racional e o emocional e desenvolva a reflexão.

    • Saiba construir argumentos convincentes e tenha bom juízo de valor.

  • Criatividade

    • Crie, inove e comunique-se eficazmente, dando asas à imaginação com responsabilidade e desenvolvendo o pensamento criativo.

  • Flexibilidade

    • Seja maleável e flexível com responsabilidade, adaptando-se rapidamente às circunstâncias.

    • Esforce-se para desenvolver várias habilidades.

  • Minuciosidade
 
    • Aprenda a não se prender nos detalhes, descubra quem deve ser minucioso e quando é positivo e quando é negativo ser detalhista.

3ª área: LIDERANÇA

  • Assertividade

    • Desenvolva a capacidade de ser afirmativo e positivo, sabendo o que quer e onde quer chegar, com auto confiança (sem ser pedante), comunicando-se com eficácia, atraindo e desenvolvendo pessoas talentosas e buscando sempre a superação das metas estabelecidas.

  • Agressividade
 
    • Saiba enfrentar e superar desafios, controlando os medos e inseguranças pessoais, assumindo riscos com ousadia e determinação.

  • Empatia

    • Aprenda a colocar-se na situação ou lugar do outro, procurando ouvir mais, entender e ajudar o outro a entender também, equilibrando sempre a emoção e a razão.

  • Força do Ego

    • Acredite em si mesmo e confie mais nos outros, sendo um exemplo com suas atitudes, para a atração e desenvolvimento de talentos.

  • Comprometimento

    • Esteja comprometido com uma causa (visão, missão, valores e estratégias), com a superação dos resultados e com o auto-desenvolvimento e desenvolvimento dos outros.

  • Exposição a riscos

    • Saiba avaliar a dimensão, expondo-se ou correndo riscos com responsabilidade (expor-se ou não? quando? por que? ), sem precisar ser herói.

  • Senso de urgência
 
    • Desenvolva a habilidade de trabalhar sob pressão e exercer pressão com sabedoria, sabendo antecipar-se e buscando resultados admiráveis.

  • Cautela

    • Saiba encontrar o equilíbrio entre a agressividade e a cautela, não correndo riscos desnecessários e tendo a consciência de que a precaução demasiada pode ser perniciosa.

4ª área: ORGANIZAÇÃO PESSOAL

  • Gestão do Tempo
 
    • Saiba administrar o tempo disponível para alcançar e superar metas, equilibrando a vida pessoal e profissional e sendo exemplo para os demais.

Pois é meu amigo e minha amiga, mesmo conseguindo aplicar consistentemente as recomendações anteriores, talvez não seja suficiente para torná-lo(a) um(a) LIDER ou conduzi-lo(a) à um alto cargo. Lembre-se que os verdadeiros líderes não necessitam do destaque individual e nem precisam de altos cargos ou posições dentro das organizações. Entretanto, acredito que quanto mais você conseguir aplicar as recomendações, mais será respeitado(a), admirado(a) e reconhecido(a) !

Em nossos dias, está cada vez mais raro encontrar grandes líderes. Na realidade, nós os encontramos muitas vezes perto de nós, dentro de nossa família, em nossa comunidade, nosso bairro, na igreja, naquele movimento social que você participa, na escola, etc. Na maioria das vezes tais pessoas não possuem muita escolaridade formal, não falam além do idioma do país em que nasceram, nem sempre se destacam em seus trabalhos, porém são admiradas, respeitadas e tidas como exemplo.

Na essência, o que vale a pena é viver a vida como um SER HUMANO especial, buscando sempre o crescimento e o bem estar do próximo.


Autor: Carlos Alberto Zaffani - Consultor em Gestão de Empresas

segunda-feira, 11 de março de 2013

Automotivação: tão importante para sua vida!

RELEMBRANDO A IMPORTÂNCIA DA AUTOMOTIVAÇÃO PARA A VIDA DE TODOS!
______________________________________________________________________

Uma das coisas que me gratificadou muito na vida profissional,  foi poder sentir a reação das pessoas após a apresentação de uma palestra sobre “AUTOMOTIVAÇÃO”, a qual utilizei em muitas circunstâncias que a consultoria me proporcionou.

Gostaria de aproveitar este momento para fazer uma pausa e  compartilhar com o(a) prezado(a) leitor(a), uma síntese dessa palestra, pois entendo que é sempre importante fazer um balanço da vida em relação: aos nossos pensamentos, atitudes, posturas,  comportamentos, condutas e  relacionamentos, pois afinal, tudo isso contribui para nos sentirmos alegres, tristes, felizes ou infelizes.

Em realidade, embora o título do artigo possa deixar a impressão de que nada tem a ver com ”Gestão Empresarial”, estou certo de que ao final você concordará que a renovação do SER HUMANO pode propiciar e desenvolver uma nova perspectiva para a vida pessoal e das organizações. 

A VIDA ATUAL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Vivemos num ambiente extremamente conturbado, no qual podemos observar fatos ou  circunstâncias que vão influenciando negativamente a vida das pessoas. Podemos destacar:

·    Violência – Há cada dia presenciamos, especialmente para quem vive nas grandes cidades, um aumento indiscriminado dela, a qual parece estar cada vez mais próxima de cada um de nós. Certamente, você que está lendo este artigo, se já não viveu alguma experiência marcante em sua vida, conhece alguém (parente, amigo, vizinho ou conhecido) que sentiu na pele o grau dessa violência.

·    Desemprego – A falta de emprego também tem sido uma das principais causas do aumento da violência e leva para dentro das famílias, o medo e a falta de perspectiva em relação ao futuro.

·    Materialismo – É uma característica fortemente presente na vida atual, principalmente porque no contexto de uma sociedade consumista, a posse de bens representa, para muitos, o PODER. Assim, numa visão equivocada e distorcida, quanto mais bens uma pessoa tiver, maior será seu poder, influência e até mesmo, pasmem, um conceito de felicidade!

·    Consumismo – Jamais na história da humanidade, as pessoas sentiram tanto a necessidade de “comprar”  e  “consumir” -  até como forma de conquistar ou manter o status social. E para que possam consumir sempre mais, são bombardeadas pela propaganda, via televisão, rádio, jornais, revistas, Internet, malas diretas, outdoors, folhetos, telefone, banners, faixas, etc.

·    Individualismo / egoísmo - Num primeiro momento, a massificação do consumismo e materialismo conduz o ser humano para uma postura mais individualista, porém a valorização do TER / POSSUIR, acaba induzindo-o à uma postura egoísta, fazendo-o esquecer-se completamente de seu semelhante.

·   Competição – Num mundo cada vez mais globalizado, a competição toma contornos inimagináveis há alguns anos. É a competição pelas melhores escolas, empregos, notoriedade, sucesso, etc.

·    Desigualdades sociais – Apesar dos avanços nos últimos anos, em nosso país, quase 75% da riqueza nacional está concentrada nas mãos de 10% das pessoas mais ricas.

Como decorrência, observamos cada vez mais pessoas frustradas e desmotivadas, com medo do desconhecido, do amanhã, do futuro, com pensamentos confusos, sentindo-se solitárias, abandonadas, sem fé, sem esperança e completamente infelizes.

Mas o que é felicidade e infelicidade?

Felicidade, para muitos é ter dinheiro, para outros sucesso, para tantos popularidade, amores ou um pouco de cada. Já infelicidade, para a grande maioria, é não ter nada disso! Será?

A realidade é que o ser humano acredita no sofrimento e assim cria uma forma errada de viver e enxergar o mundo, não percebendo que a oportunidade está no presente e no futuro e não no passado e, com isso, desperdiça o que é realmente importante para a vida, criando mil e uma desculpas do tipo: Ah, se eu soubesse! Ah, se eu tivesse! Ah, se eu pudesse! Ah, se eu fosse! Ah, se eu conseguisse!

A FORÇA DA MENTE

Todos já ouviram falar da força da mente e não se apercebem que o principal agente gerador da infelicidade no ser humano é a própria mente!

Apenas como orientação, é preciso saber que a mente se manifesta em três “estágios”:

·    Consciente – quando se tem consciência do que sabe e do que faz.
·    Inconsciente – o agir é feito sem nenhuma reflexão e escapa à consciência.
·   Subconsciente – uma parte do inconsciente pode subir à consciência e influenciar a conduta do ser humano.


Portanto, é preciso estar sempre vigilante em relação a maneira de pensar e como os fatos e circunstâncias da vida vão influenciando as idéias e pensamentos, pois a mente pode  conduzir ao sucesso ou ao fracasso, à grandes conquistas ou derrotas amargas, à firmeza de caráter ou à sua fragilidade e a não ter medo do desconhecido ou situação difícil ou tremer diante do primeiro obstáculo.

OS PILARES DA TRANSFORMAÇÃO OU RENOVAÇÃO DE VIDA

Isto não é uma receita, porém observo que estes dez pilares estão presentes na grande maioria das pessoas vencedoras, que sabem viver a vida com alegria e adquiriram a compreensão de que a felicidade começa a ser construída dentro de si mesmas:


1. Decisão e Coragem  -  Transformação ou renovação de vida requer a decisão pessoal em não mais aceitar a forma como sua vida foi vivida até hoje e coragem para viver os fatos, problemas e circunstâncias do dia-a-dia com nova ATITUDE.

Também é preciso vencer os temores irracionais em relação à rejeição, ao ridículo, ao fracasso e também ao sucesso (muita gente tem medo!).  Você será a pessoa que escolheu ser e terá a decisão se prefere continuar do jeito que é ou não. A decisão é sua, pois você tem o poder de participar ativamente de sua auto-criação.


2. Determinação  -  Jamais desanimar diante da primeira dificuldade ou derrota. Lembre-se que a vida é cíclica e vitórias e derrotas fazem parte da vida de todo ser humano. Seja determinado na busca de seus sonhos. Lembre-se de exemplos como Henry Ford, Papa João Paulo II e Ronaldo (“o fenômeno”).

Faça uma retrospectiva de sua vida e certamente constatará que muitas coisas poderiam ter sido diferentes se você tivesse tido mais determinação.


3. Dedicação  -  Empenhe-se obstinadamente nos seus objetivos e metas. A dedicação requer, em muitas ocasiões, grandes sacrifícios, porém para ser especial e alcançar os melhores resultados, ela tem que estar presente. Quão dedicado você tem sido em seus projetos de vida ?


4. Disciplina   -   É a capacidade de seguir um esquema, um método, uma regra pré-definida. Lembre-se de que disciplina não é rigidez, porém se você quer encontrar água num terreno, não adianta cavar vários poços rasos. É preciso cavar um único poço até que a água apareça.

Ao seguir um esquema ou método, você estará evitando o desperdício de tempo, de energia e muitas vezes de dinheiro!


5. Persistência   -   É preciso ter convicção do que você quer e onde quer chegar, lembrando-se que uma grande conquista quase sempre requer muita persistência. Lembre-se de que Tomas Edson tentou inúmeras vezes antes de conseguir inventar a lâmpada. O sucesso pode estar com aquele que for mais persistente!


6. Bom humor   -   É a melhor forma de reduzir a distância na comunicação entre as pessoas. Muito embora a sociedade pressione as pessoas para serem sérias, lembre-se que o excesso de seriedade pode limitar a criatividade. A frase de um pára-choque de caminhão dizia: “Não leve a vida tão a sério. Você não vai sair vivo dela!”. É isso mesmo: uma pessoa bem humorada faz com que seu cérebro produza e libere mais a betaendorfina, um hormônio que traz bem estar e que faz bem à saúde.


7. Entusiasmo   -   É preciso colocar entusiasmo em tudo que fizer. Como já afirmei anteriormente, muitos estudiosos acham que a palavra “entusiasmo” é uma das mais fortes de nosso idioma, pois é originária do grego “enthousiasmós” que significa “Deus em si”. Assim, lembre-se de que ao expressar entusiasmo em sua vida estará exteriorizando uma força divina existente dentro de você.


8. Solidariedade   -  É uma manifestação de amor pelo ser humano. Estou certo de que ela nos aproxima ainda mais de Deus, pois nos ajuda a ter uma melhor compreensão do real sentido da vida.

A solidariedade só tem sentido quanto é feita com o coração, sem esperar nada em troca. Assim, entre tantas possibilidades, doe seu tempo, seu talento, sua inspiração à uma causa nobre, à uma entidade ou associação beneficiente, às pessoas carentes, aos doentes ou crianças abandonadas.


9.  Fé   -   Parafraseando uma citação bíblica, “fé é acreditar nas coisas que se espera e a prova das coisas que não se vêem”. Creio firmemente que quem tem fé não teme o desconhecido nem o futuro, sabe que as dificuldades e incertezas que a vida apresenta propiciam o crescimento interior e certamente trata com serenidade e sabedoria todos os fatos e circunstâncias do cotidiano.

A fé  ajuda a edificar a firmeza de caráter das pessoas  e fortalece a certeza da perspectiva de  construção  de  um  mundo  melhor.   A  fé  é a  principal   fonte  de  renovação  da  vida!


10. Metas e objetivos   -   É preciso estabelecer metas e objetivos para a vida ter mais sentido e significado, não deixando-a parecer um barco sem velas que não sabe onde vai parar.  Quando você cria uma meta ou objetivo e estabelece prazos para concretizá-lo, seu inconsciente “efetua o registro” e passa a auxiliá-lo com mais criatividade e dinamismo.

Não importa a idade que você tem. Crie objetivos em todos os planos de sua vida: afetivo, familiar, profissional, perante a sociedade ou comunidade em que vive e, principalmente, no plano espiritual.

O professor Gretz foi muito feliz ao escrever que “a vida nos chega como um caderno de desenhos com as folhas em branco e não com as folhas já desenhadas e coloridas. Deus nos dá folhas brancas em cada etapa de nossa vida para que possamos colocar nelas as cores que quisermos. Cada uma dessa folhas em branco é um momento, uma fase a ser vivenciada, um desafio a ser transposto. Este exato momento está aí, para ser preenchido da forma como você achar melhor, porque a vida tem a cor que você pinta”.

Jamais se esqueça de que você reúne todas as condições e tem todas as oportunidades de criação para ser o grande artista de sua existência e, nessa jornada, faça de cada dia o mais especial, sem medo, mas com a convicção e  simplicidade dos grandes VENCEDORES !

Aqui fica nossa torcida!

Autor: Carlos A. Zaffani - Consultor em Gestão de Empresas

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Gestão dos ciclos na vida profissional!

Nota: Este artigo teve bastante repercussão por ocasião de sua publicação em algumas mídias, entre as quais, nos sites HSM Global e Cenofisco. Boa leitura e reflexão!


Há algum tempo assisti a uma palestra do mestre da FGV-SP, Fundação Dom Cabral (entre outras) e colega do Instituto do Marketing Industrial, Luiz Carlos Cabrera, na qual nos mostrou a importância de nos posicionarmos e vivermos a vida como se ela fosse formada de ciclos e, como tal, sobre a necessidade de encerrarmos cada ciclo a fim de nos liberarmos para assumir novas responsabilidades, criar novos projetos e “espantar os fantasmas”.

Como sempre, a palestra foi recheada de exemplos do cotidiano para que cada um dos presentes pudesse refletir sobre seu momento e extrair um verdadeiro ensinamento de vida. De fato, fazemos parte da natureza e é ela a maior prova de que a vida tem o seu equilíbrio organizado por ciclos, como por exemplo: o nascer do sol anuncia um novo dia e seu pôr prenuncia a chegada da noite; a primavera se manifesta após o inverno e, no seu final, introduz o verão, que por sua vez, se despede trazendo o outono; dormir se faz necessário para repor energias e estar acordado é condição para fazer, realizar, construir, etc.

Na vida humana, como diz Cabrera: “você pode estar começando num novo emprego, terminando uma relação, comprando uma casa, trocando de cidade, negociando um aumento, iniciando um curso de música, voltando a freqüentar a academia”. No entanto, quantos de nós procrastinamos nossas decisões, “deixando” para outro dia ou para um outro tempo que nunca chega e, com isso, passamos a conviver com vários ciclos “em aberto”, os quais acabam contribuindo negativamente nos vários contextos de nossa vida.

Sabendo da importância dos ciclos na nossa vida, achei que seria relevante trazer à reflexão, alguns exemplos que se repetem com freqüência no desenvolvimento da carreira profissional de tantas pessoas e, no final, comentar a provável conseqüência da má gestão dos ciclos.


· Para aqueles que estão iniciando a carreira

A grande maioria dos jovens, ao iniciar sua carreira, o faz com toda a energia e disposição, porém, passados alguns anos, observa-se um profissional desmotivado, sem iniciativa e com perspectivas futuras inteiramente limitadas.

Geralmente, isso ocorre por uma série de razões. Entretanto, além de saber que alguns ciclos precisam ser encerrados para que outros possam ser iniciados, uma das principais causas é a falta de visão dos ciclos necessários para seu desenvolvimento.

Portanto, para aqueles que estão em inicio de carreira, recomendamos um “planejamento de ciclos”, ou seja, a estruturação de como se pretende construir sua carreira ao longo dos anos e, para tanto, é preciso projetar e estabelecer metas (com prazos) até onde se quer chegar e os meios necessários.

Jamais se esqueça de que o medo pode ser um dos maiores obstáculos para o encerramento de um ciclo.


· Para aqueles que estão no meio da carreira, porém com falta de perspectivas de crescimento

Tenho certeza de que você, caro leitor, sabe do que estou falando, pois se já não viveu ou vive essa situação, conhece alguém que se encontra nesse estágio.

Quantos são os profissionais que, após alguns anos, conquistaram alguns degraus na pirâmide organizacional e simplesmente estagnaram? Por que isso ocorre? O que fizeram para mudar essa situação?

Se você conversar com qualquer um desses profissionais, dificilmente não obterá uma resposta que não contemple pelo menos uma das seguintes (ou algo parecido): a empresa não dá oportunidade para o pessoal antigo; meu chefe só vê qualidades no fulano e beltrano; tenho problemas de relacionamento com meu superior; não sei mais o que fazer para ser promovido; etc, etc, etc.

Será tudo isso realidade? Ou será que esses profissionais também não conseguem enxergar os ciclos que compõem sua carreira?

Para estes, nossa recomendação é fazer uma “revisão dos ciclos” e planejar os “novos ciclos” necessários para uma retomada do desenvolvimento profissional.

Lembre-se que, além do medo, a acomodação pode estar sendo o principal adversário de seu progresso!


· Para aqueles que estão no meio de uma carreira ascensional

Até aqui, os profissionais que se encontram nessa situação sentem-se competentes, confiantes, prestigiados e com a certeza de que as novas conquistas serão conseqüência natural de seu sucesso.

Para os profissionais que se encontram nesse momento de suas carreiras, nossa recomendação é fazer uma “reflexão dos ciclos passados” e a forma como cada um deles foi concluído, extrair os melhores ensinamentos e projetar os “novos ciclos” ainda com maior consistência.

Portanto, cuidado!

Com uma carreira vitoriosa até aqui, certamente o medo não marcou presença em sua trajetória, porém não se esqueça que, se de um lado a confiança é uma das principais qualidades dos profissionais vitoriosos, o seu excesso poderá criar uma “cortina” que impedirá a visão realista dos ciclos atuais e futuros de seu desenvolvimento.


· Para aqueles que estão na fase final de suas carreiras

Pode parecer não haver sentido em abordar esse grupo pois, afinal, a carreira já está chegando ao fim e agora não há mais nada a fazer. Ledo engano, pois para a grande maioria, esse momento talvez venha a ser o mais difícil de toda carreira e, possivelmente, seja o ciclo que apresente o maior grau de complexidade para fechamento ou encerramento.

Independentemente se você foi um profissional de grandes conquistas ou não, lembre-se, em primeiro lugar, que o encerramento de uma carreira deve representar apenas o final de um dos ciclos da vida e assim como o nascer do sol anuncia um novo dia, a perspectiva do final da carreira deve ser o incentivo para a formulação de um (ou vários) ciclo que contemple aspectos que possam trazer – entre outros - bem estar, prazer, realização e crescimento interior.

Para quem se encontra nesse estágio da vida profissional, torna-se essencial formular ciclos que privilegiem a família, a sociedade (representada pelos seres humanos mais carentes), a saúde e a espiritualidade.

Lembre-se que a vida ainda poderá trazer muitas compensações e alegrias, as quais só terão algum sentido quando forem decorrentes de atitudes pessoais que buscaram a felicidade dos outros.


· A principal conseqüência da má gestão dos ciclos na vida profissional

Todos sabemos que o stress representa uma das principais ocorrências dentro das organizações e estima-se que 70% dos brasileiros sofrem as suas conseqüências. Desse total, estima-se também que 30% sofrem da Síndrome de Burnout.

No site http://www.wikipédia.org/, encontramos que “o termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional)”.

A não gestão atenciosa e cuidadosa dos ciclos da vida profissional, pode conduzir a pessoa a um estado de exaustão prolongada e conseqüente diminuição do interesse em relação a todas as coisas que se relacionam ao trabalho, caracterizando assim a tal síndrome.

Na medida em que os ciclos profissionais não são fechados, crescem os problemas de relacionamento com as chefias e demais colegas, cai o desempenho e o grau de cooperação com a equipe e aumentam os conflitos internos (até mesmo em relação a situações consideradas simples).

No contraponto de tais considerações, na medida em que os ciclos da vida profissional são bem geridos, aumenta-se o grau de resiliência, ou seja, a capacidade do ser humano de enfrentar as pressões e adversidades no ambiente de trabalho sem ser acometido pelo stress ou se tornar vítima da síndrome de burnout.

Acredito que as pessoas que conseguem desenvolver uma boa gestão dos ciclos da vida profissional se fortalecem e “acumulam energia” que as ajudam a resolver os problemas e superar as barreiras e dificuldades com naturalidade.

Apesar de concordar que ser resiliente é uma questão de atitude, tenho certeza que se você gerir competentemente os ciclos de sua vida profissional, encerrando-os no tempo certo ou quando as circunstâncias impuserem, ajudar-lhe-ão a fortalecer seu grau de resiliência.

Finalmente, conforme nos lembra Cabrera (tratando do assunto também na revista Você S/A), que é possível perceber quando um ciclo profissional chega ao fim: “Você para de aprender, sente que sua influência sobre as decisões está diminuindo e as relações estão se desgatando”. Se chegou esse momento, é melhor iniciar o planejamento da mudança do que ser aniquilado por ela.

Torço para que você esteja gerindo com muita competência todos os ciclos de sua vida!


Autor: Carlos Alberto Zaffani - Consultor em Gestão de Empresas