terça-feira, 12 de maio de 2020

O pós pandemia e os reflexos nas empresas - percepções preliminares


Após vivenciar quase dois meses  às transformações impostas pela pandemia do corona vírus, com o isolamento das pessoas, fechamento do comércio em geral e mudança de hábitos atingindo quase toda a população de nossas cidades, estados e países em todo o mundo, observamos que as empresas, de forma geral, tiveram que repensar (em caráter de urgência) para que seus negócios pudessem conviver (e muitos sobreviver) com a nova realidade imposta pela situação emergencial.
                                                                                
Excetuando-se as empresas consideradas e dedicadas às atividades essenciais (que também tiveram que criar algumas novas formas de se relacionar com as pessoas), a grande maioria,  a partir da segunda quinzena de março p.p aqui no Brasil., simplesmente fecharam suas empresas e uma parte menor, tiveram que tomar e implementar medidas excepcionais  e, em curtíssimo prazo,  viabilizar, entre outras medidas, a implantação do home office para funcionários de seus escritórios e/ou criando formas alternativas para manter suas operações (pelo menos) parcialmente ativas.

Seguramente, com poucas exceções, vários problemas aconteceram nesse processo de implementação de medidas excepcionais e, mesmo que pontuais,  muitos dos problemas puderam ser rapidamente solucionados enquanto outros não.  E assim, toda empresa responsável que conseguiu manter suas operações ativas, acredito que o fez de forma a expor seus colaboradores aos menores riscos possíveis, evitando (pelo menos) a locomoção para os escritórios, viabilizando o trabalho à distância para muitos, mas principalmente diante das incertezas e queda do faturamento/receita, com a manutenção dos salários, benefícios e emprego de todos.  
                                                                                                                               Talvez ainda não seja o momento, mas a realidade duramente imposta à todos pela pandemia, deve fazer-nos refletir sobre uma infinidade de aspectos que provavelmente mudarão na vida de todos, tais como: na vida pessoal, familiar, relacionamentos, em relação ao próximo e, obviamente, no campo profissional.

Atendo-nos especificamente à vida profissional, mas ampliando a reflexão para dentro a empresa, surge a primeira questão: uma vez superada ou controlada a pandemia, será que as atividades em geral poderão e/ou serão retomadas e realizadas da mesma forma que foram até o começo de março p.p.?

Minha percepção é de que isso dificilmente ocorrerá porque os responsáveis pelo futuro das empresas necessitarão AVALIAR o quanto das experiências impostas pelas circunstâncias criou novas formas de relacionamento empresarial e mais especificamente com os colaboradores que poderão, entre outras coisas:

  • ·         Significar novas formas de gestão operacional;
  • ·         Novas formas de vínculo / contratação de colaboradores;
  • ·         Atuação da área de Recursos Humanos diferente do que foi até hoje;
  • ·    Todos que tenham qualquer posição de comando precisarão se adaptar às novas   configurações nas relações com os colaboradores e com os clientes;
  • ·  Muitos clientes sofrerão mudanças em suas operações, suas exigências   (possivelmente) também e como isso se refletirá e/ou impactará as empresas;
  •      Poderão trazer impactos significativos  (provável redução) na estrutura de custos e   despesas operacionais;
  • ·         Redução de utilização de espaços nos escritórios;
  • ·   Necessidade de alterações nos sistemas e controles internos que garantam a   qualidade e segurança da informação.


É claro que essas minhas percepções são preliminares e todos os responsáveis, ao estarem neste momento vivenciando o dia-a-dia dessa situação, estão e estarão muito mais capacitados de enxergarem outros aspectos e/ou oportunidades que jamais foram pensadas.

Sinto que nós estamos prestes a iniciar um novo “capítulo” na história da humanidade e, para a realidade de nosso país, os desafios serão ainda maiores em decorrência das instabilidades sociais e econômicas que advirão e, assim sendo, cada um de nós precisará se “reinventar” para se adaptar aos novos contextos que existirão a fim  de que possamos exercer, com dignidade, um novo papel como SER HUMANO!

Por enquanto é isso!

Que Deus ilumine e conceda muita sabedoria a todos os responsáveis pelas empresas!

Até breve!

Carlos Zaffani


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